quinta-feira, 7 de julho de 2011

Uma homenagem ao rei do rock n roll - Elvis Presley



Ontem eu abri as portas da minha residência para receber a equipe do SBT (Sistema Brasileiro de Televisão TV) aqui do interior.

Confesso que fiquei um pouco apreensiva, pois tenho pavor de falar em público, mas como o assunto era reverenciar o meu eterno amado Rei Elvis. Tentei dar o meu melhor!


Enquanto aguardava à hora da entrevista coloquei um DVD do Elvis é assim e me deliciei pela milionésima vez com seu desempenho e a voz maravilhosa que  Deus lhe deu....E como estava sozinha cantei e dancei para entrar no clima.

É uma responsabilidade enorme falar de uma personalidade tão famosa no mundo inteiro, mas toda vez que abro meu acervo fico encantada com tantas coisas que guardei ao longo da minha existência. Grande parte foram presentes dos meus amigos e parentes.



Para dar um toque especial  minha filha Mariana que é chef de cozinha e pesquisadora preparou o lanche predileto do Rei que é banana com pasta de amendoim .

No final da gravação eu já estava sentindo aquele gostinho de quero  mais ,pois falar de quem se ama é muito bom.

Agradeço ao jornalista Marco Antonio e equipe que me deixaram muito a vontade para externar o meu amor pelo meu ídolo e por todo carinho.

Como sei que este blog  tem acessos em vários países gostaria de dizer que aqui numa cidade do interior de SP Brasil, chamada Votorantim existe uma fã de Elvis a mais de 50 anos.

 E Viva o Rei do Rock´n´roll!

A MATÉRIA VAI AO AR DIA 16/07 PELO SBT INTERIOR AS 19 HORAS

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Parece que foi ontem

*foto internet


Hoje acordei, mas como estava fazendo muito frio decidi ficar na cama mais um pouquinho.

Em pouco tempo já comecei a viajar com meus pensamentos e se houvesse uma maneira de voltar ao passado gostaria que fosse aos meus cinco anos onde tudo era tão mágico e bonito.

Como ao redor de casa havia muitos coqueiros era comum sair nas manhãs ensolaradas catar coquinho (eles caíam com o vento e secavam no solo) com minhas irmãs, quando a sacolinha já estava cheia nós sentávamos na escada da entrada de casa e com uma pedra íamos quebrando um a um os coquinhos e degustando aquela delícia que tinha dentro.

Em outros dias íamos ao campo colher flores, uma espécie que nos chamávamos de maravilha, parecida com um lírio vermelho bem pequeno, que amassada nas mãos usava como blush e batom e as suas sementes eram pequenas bolinhas pretas que enfiadas num fio de linha com uma agulha se transformava num lindo colar.

Nos dias de chuva para nos manter dentro de casa mamãe nos ensinava a costurar roupas de bonecas enquanto ela fazia gostosuras na cozinha no seu fogão à lenha que aquecia a casa toda.

Não sei se estou certa, mas as chuvas antigamente eram muito assustadoras, carregadas de raios e trovões e isso nos dava muito medo. Não posso deixar de contar o quanto eram importantes os nossos aniversários, tanto os meus como dos meus oito irmãos. Comemorávamos com muita festa e aquele bolo com cobertura com glacê de clara de ovos era tudo de bom.

Nossa casa o piso era assoalho de madeira e para ficar brilhando ainda mais meu irmão colocava um de nós em cima do escovão e só me lembro dos nossos cabelos voando naquele corredor imenso, e correr de meias também era uma delicia.

Ao escrever estas lembranças vejo como é importante estarmos em nossa casa ao lado das pessoas que nos amamos. Tenho certeza que essa foi a melhor época, pois na minha inocência só enxergava o lado bom da vida.

E bom também é saber que o meu blog hoje chegou aos 15 mil acessos. Estou vivendo um sonho do qual não quero acordar, receber todo esse carinho só pode ser as mãos de DEUS. Muito grata!

 * Muito Obrigada a Malásia, Japão, Catar, Equador, Andorra, Israel, Angola, Turquia, Suiça, Chile, República Tcheca, Reino Unido e Angola pelas recentes visitas.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

AS NOSSAS ORIGENS

“Entre os encantos da natureza de granito róseos, mata nativa, animais de diversas espécies, cachoeiras deslumbrantes e o rio Sorocaba repleto de peixes, engenheiros canadenses descobriram o enorme potencial natural e principalmente hídrico de Votorantim. Entrou em operação no ano de 1912 com capacidade de gerar 4000 KVA. Considerada na época o maior empreendimento da América do Sul e o sétimo do mundo”.


Primeiramente quero agradecer a todas as pessoas que passaram e contribuíram para que essa potência se tornasse realidade. Lá, nossos pais e avós, com o seu trabalho digno, construíram suas famílias e com tanta tecnologia e convivendo com tantas pessoas de raças diferentes não perdemos o "nosso modo caipira de ser", das pessoas que vieram dos sítios vizinhos: Jurupará, Karafá, Capoavinha. E, outros, de lugares um pouco mais distantes, como o "Seu Zé Ferreiro" que veio de Elias Fausto, um sítio em Campinas.


Não posso deixar de citar o terço, com ladainha em latim, que o seu Abilinho Domingues recitava nas visitas das santinhas nas casas no mês de maio, que era presença obrigatória com procissão e tudo e as orações da D. Elvira, em forma de benzeduras, que curavam todos nossos males. E quem não se lembra das orações que aprendemos nas aulas de catecismo com a D. Dulce e D Maria que, aos domingos, abriam as portas da sua casa para receber a criançada?
Todos eram convidados para as festas de casamentos, independente das posses da família: ninguém ficava de fora (na época o costume era que as bebidas ficavam por conta dos padrinhos).

Que povo solicito! Era comum, cada vez que alguma amiga da mamãe precisasse de cuidados, por motivos de doença ou até mesmo a chegada de uma nova vida (e como nascia bebê na vila), lá íamos eu e minhas irmãs para ajudar. Com nossos vizinhos também não era diferente. Sem perceber fomos moldando nosso caráter com a convivência de pessoas tão maravilhosas que trouxeram suas experiências de vida.
Graças a Deus nós sabemos de onde viemos e tudo o que aprendemos com o passar dos anos. Essas memórias ficarão principalmente em nossos corações porque fomos muito felizes nesse lugar e a única preocupação era viver cada dia como se fosse o último.
Enfim, é muito bom saber a importância de fazer parte dessa obra faraônica que é a USINA DE ITUPARARANGA. A nossa represa é um local muito procurado por turistas que amam a natureza e tem até um comercial de pneus filmado na ponte da represa, vale à pena conferir.
Dia 12 de Junho será um dia inesquecível para todos nos FILHOS DA LIGHT com as bênçãos de Deus. Até lá!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Mais de 14 mil acessos - Muito Obrigada


Chegamos a mais de 14 mil acessos.
 Agradeço a todos e em especial os leitores de Porto Rico que vieram juntar-se a nós.
Abraços a todos
Natalina

domingo, 22 de maio de 2011

Um passeio pelo balanço

Relembrando algumas histórias fico imaginando como as minhas perninhas tão frágeis agüentavam andar por aquele vale todo acidentado.


Todas as manhãs eu gostava de fazer um tour na casa dos vizinhos. Começava pela Dona Nair Carvalho, suas filhas Lurdinha, Lucy e Ledy eram minhas amigas, mas isso não dava o direito de buscar gelo em sua casa todos os dias inclusive feriados e dia santo.
Na casa da Dona Donaria ia bater um papo com meu amigo Edson que era apaixonado por mim; na Dona Josefa quer era uma espanhola muito prendada às vezes nós íamos a sua casa aprender tricô e crochê que por sinal fazia muito bem. “Ela ficava sentada perto do rádio ouvindo suas novelas, ainda me lembro o nome era a Deusa dos cabelos de sol” - patrocínio da Gessy Lever e a grande novidade era o xampu Halo que deixa seus cabelos mais lindos e sedosos.   

Sempre nos tratava com muita atenção e isso nos deixava um pouco mais a vontade (xeretice mudou de nome),confesso que algumas vezes entrava em seu quarto para ver a sua penteadeira parecia um sonho: perfumes importados, creme ponds, baton da coty  e os sapatos de salto. Cheguei até experimentar alguns, mas não serviram.
Nossa vizinha mais próxima era a Dona Luisa, mãe da Denise (aquela que eu derrubei da escada) e comadre da minha mãe. Ela foi o nosso anjo da guarda, toda vez que a gente se machucava era ela quem nos socorria. 

Lembro até hoje as técnicas dela: esquentar agulha no fogo para tirar espinhos do pé, pó de café ou teia de aranha para estancar o sangue dos ferimentos, óleo esquentado na colher para dor de ouvidos (às vezes passava do ponto e quase fritava o tímpano).


Mas embaixo ficava a casa  da Laura do Nelsão.  Ela além de uma grande amiga era uma santa. Nós compramos uma vitrola e enjoadas de ouvir o mesmo compacto do Roberto Carlos, pedimos a ela emprestado os discos do Billy Vaughn que eram da coleção do seu marido, ainda bem que de tanto tocar o aparelho não agüentou queimou o motor, e os discos voltaram para onde nunca deviam ter saído. A próxima casa virou escola da nossa querida D Didi eu não fui aluna dela, pois estava terminando quarta serie foi ela que organizou a nossa formatura que alias foi inesquecível. Já se passaram mais de 50 anos.


Na Dona Elce eu ia comprar ovos. Não sei qual a razão se nós também tinhamos galinha, ou estavam todas chocas ou era greve mesmo. Era legal que ela colocava a lápis as datas nos ovos, então ficava assim 5 7  17 18 21 e 25  olha que número lindo para jogar na mega sena.
Dona Benedita do seu Argemiro toda bonitinha com o cabelo com permanente preso do lado com um grampo, escolhendo arroz sobre uma toalha bem branquinha como fazia todos os dias; Dona Raquel (que nome lindo) ela e sua família eram pessoas muito queridas.

Dona Anunciata veio de Petrolina-PE para tentar uma vida nova com sua mãe avó Joaquina e seus irmãos, os Carvalhos  uma pessoa de fino trato.As vezes até deixava eu mexer os doces que fazia tao bem na panela de ferro, a sua filhas Olga (que era minha melhor amiga) e a Odila foi a primeira a ter um par de sandálias havaianas.O caçulinha Claudinei falava a língua do T: calça era taita, sutiã era tutia e saiote era taiote . Uma gracinha!

Na casa das meninas Doca e Dirce era parada obrigatória.  Elas  nos emprestava as fotos novelas: capricho e sétimo céu,o que eu mais gostava  era o correio sentimental so não entendia  porque tantos caras do canal de Suez. Será que lá não tinha mulheres?

Nem preciso dizer como eu queria bem todas essas pessoas..
A Dona Izolina e sua irmã Dona  Biga  são duas quituteiras de mãos cheias, elas  fizeram do casamento do Mazinho com a Cantídia um evento maravilhoso, nunca vi  tanta fartura.

Vou ficando por aqui, pois as minhas pernas começaram a doer são de pensar nessa andança toda...


quarta-feira, 18 de maio de 2011

Chegamos a mais de 13 mil acessos - MUITO OBRIGADA


Quero agradecer a todas as pessoas que contribuiram para que chegassemos a mais de 13 mil acessos. Além do Brasil, o meu muito obrigada vai também para: Portugal, Alemanha, Suiça, Cingapura, Reino Unido, EUA, Itália, Argentina, Canadá, Moçambique, Austria, França, Holanda, Japão, México, Suécia, Espanha, Guadalupe, Eslovenia, Luxemburgo,Panamá, Malasia e Venezuela.
Abraços a todos
Natalina

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Meus dias das Mães

Dia 12 de maio de 1957
Declaração de amor para minha querida mamãe Maria
Hoje é seu dia e quero lhe agradecer por ser esta mãe tão maravilhosa que tu és, sempre ao meu lado quando mais preciso de você. Mãe eu te amo tanto que chega até doer, oro a Deus para que você permaneça comigo por muitos e muitos anos, sem a sua presença não há razão para eu continuar vivendo.
Você é a minha protetora, meu tudo. Sou muito grata  por tomar meu partido na escola quando fui injustiçada pelo professor que me fez passar por um grande sufoco junto aos meus colegas. Não me esqueço que você me levou pela mão e como um gigante esclareceu tudo, aquele dia eu pude sentir como sou importante para você.
Agradeço também pelas noites que passou ao meu lado quando eu sentia medo, era só ter você por perto e o sono vinha imediatamente.
E as coisas que aprendi ao seu lado, é uma lição de vida que quero levar para sempre (As mães jamais deveriam morrer, conforme diz a poesia de Carlos D. de Andrade).
Dia 8 de Maio de 2011
Hoje eu sei o que é ser mãe e isso aumenta o amor que sinto pela minha mais do que nunca. Esse dom que Deus nos deu é acima do que pensamos ou imaginamos esse amor que sentimos pelos nossos filhos não tem lógica, nem Freud explica.
Passei um dia maravilhoso ao lado dos meus filhos, depois de três anos sem conseguir reuni-los, almoçamos com direito a Paella com vinho branco feito pela minha menina que hoje é chef de cozinha e o restante do dia foi repleto de alegria e paz.
Perdi a conta dos abraços e beijos carinhosos que recebi ao longo do dia e posso dizer que sou uma mulher completa e grata a Deus por ter gerado pessoas tão lindas como são meus filhos.